PSTU pede “punição exemplar” para o caso Marielle; “punição exemplar” era o que estava denunciando

O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) publicou nota pedindo “punição exemplar” para o assassinato político da vereadora Marielle Franco, uma assassinato perpetrado por pessoas das forças de repressão, após a vereadora denunciar a brutalidade e a violência com que o 41º Batalhão da Polícia Militar, o chamado “Batalhão da Morte” atacou a comunidade de Acari.
A proposta mostra que o PSTU não só não tem ideia do que está acontecendo no Rio, como mostra que já tem pouco a ver com a esquerda, e muito a ver com a direita que festejou a morte da vereadora.
Afinal o que é a “punição exemplar” que eles falam? A justiça que a esquerda defende não é punitiva, não defende que o Estado, controlado pela burguesia reacionária, tenha o poder de punir as pessoas com violência e encarceramento, pois é disso que se trata a nota do PSTU, quer eles admitam ou não.
Sempre foi a posição dos partidos operários, ligados ao povo, defender a prisão como última medida e nunca como punição, sempre que possível como método de reforma.
Pedir a punição exemplar, ou seja, a punição severa para dar o exemplo a outros não é o método dos comunistas, socialistas ou mesmo do mais vulgar democrata. É o método do fascismo, da política de terror estatal burguês
Na mentalidade da burguesia a punição exemplar é o que foi feito com cada guerrilheiro torturado, “façamos com a maior brutalidade possível” para que ninguém ouse fazer de novo, nenhum partido de esquerda deve ser a favor, quem dirá pedir, que o Estado coíba qualquer crime por métodos terroristas.
No Rio de Janeiro impera o terror estatal, por parte da PM, que estava matando em Acari e foi denunciada, e como método de terror contra aqueles que denunciam mataram Marielle, era a “punição exemplar” para os que defendem a população.
O PSTU fala, cinicamente, em autodefesa do povo contra a violência policial, mas a pede quando lhes é conveniente.
Ao invés de exigir a retirada das tropas militares, ao invés de exigir o fim da política de terror nas comunidades, pedem seu reforço.
A única autodefesa consequente é exigir a dissolução da PM, corporação assassina, substituí-la por uma milícia popular, eleita entre os moradores de cada bairro e os trabalhadore de cada fábrica. Só o povo, por meio das constituição de um órgão próprio de defesa armada e organizada, pode defender o povo do crime organizado nos governos golpistas e nas comunidades.