Onde cabem 50, tem 300 e 250 estão com sarna: não é presídio, é campo de extermínio

Foi identificada na Casa de Prisão Provisória de Paraíso do Tocantins (TO) uma epidemia de sarna (escabiose). Uma inspeção realizada na semana passada pela Defensoria Pública do Estado, identificou que 79% dos presos estão com os sintomas da doença infecciosa e transmissível.

Conforme dados da defensoria, a capacidade da unidade é para 50 presos, mas no local há mais de 300. Uma das celas deveria comportar sete homens, mas atualmente abriga 31. A quantidade de presos facilita a disseminação, pois a doença de pele é contagiosa.

A tortura nos presídios no país é mais que evidente. Vale destacar que o Brasil possui o 3º maior contingente de presos no mundo. Há um encarceramento massivo da população, A população dos presídios está chegando perto de um milhão de pessoas. Claro está que com esse quantitativo de encarceramento, não é o “criminoso” que está errado, mas o regime burguês.

Se tudo leva ao encarceramento da pessoa, se tudo deve ser reprimido com prisão, o resultado só pode ser esse. Daqui a pouco 50% da população vai estar encarcerada. Vale o lembrete para a esquerda que toda vez que propuser aumentar as penas ou criar novos crimes, pense nessa situação precária dos presos e dos presídios no país.

É necessário entender que a crise econômica e social aumenta a criminalidade. Prender alguém pela crise social significa que estamos resolvendo essa crise pela repressão, o que é uma política tipicamente da burguesia que precisa ser combatida pela mobilização popular, contra o sistema repressão dos golpistas.